Brasileiros de olho no comércio eletrônico internacional

Brasileiros de olho no comércio eletrônico internacional. Os atrativos dos sites de compras internacionais são grandes e vão desde a oferta de preços baixos até a variedade de produtos disponibilizados. Tanto que, no Brasil, essas transações movimentaram R$ 2,6 bilhões entre maio de 2012 e maio de 2013, conforme pesquisa da Nielsen, encomendada pela Paypal, especializado em pagamentos on-line.

O diretor presidente da Web Consult e especialista em inteligência digital, Leonardo Bortoletto, acredita que para não perder consumidor para os sites estrangeiros, os varejistas nacionais precisam investir, principalmente, na segurança e na ampliação das formas de pagamento. “Muitas pessoas ainda têm receio de fornecer seus dados pessoais na Internet. Isso acontece porque ainda acham que o número do cartão de crédito poderá ser clonado. Entretanto, os sites idôneos têm sistemas de segurança confiáveis, com selos de certificação e meios seguros de pagamento. Outro ponto de análise é em relação às formas de pagamento. Se as plataformas fornecessem outras maneiras para efetuá-los, como boleto bancário, transferência e cartão de débito, aumentaria a quantidade de compradores virtuais”, destaca Bortoletto.

Segundo ele, outro aspecto importante é vender produtos com baixo preço. “Os sites internacionais têm essa ideologia de vender por um preço mais baixo e, alguns deles, com frete grátis. Isso atraiu mais de cinco milhões de brasileiros a essas empresas em 12 meses. Sabemos das várias dificuldades relativas à cobrança de impostos no país, contudo, o e-commerce brasileiro precisa enraizar a ideia de preços mais baixos e pensar em ações e estratégias para não perder mercado e espaço entre os consumidores”, diz.

O diretor de tecnologia da Ledcorp, José Lúcio Balbi de Mello, explica que a venda de artigos na área de moda e acessórios e eletrônicos em sites estrangeiros é ainda maior. “No caso de algumas categorias, o valor pago por uma unidade poderia ser utilizado para comprar duas, ou seja, as tarifas embutidas no produto chegam a duplicar o preço final. Existem empresas que realizam a compra em sites internacionais com valor agregado baixo e ainda conseguem obter lucro, seja com a revenda ou mesmo com a utilização interna”, pontua.

Segundo Balbi o consumidor está em busca do que é mais interessante para ele, avaliando o custo e o benefício, mas a segurança no processo de compra está em evidência. Essa característica influência diretamente no aumento da comercialização nesses sites, o que pode ser considerado como um sinal para que as empresas brasileiras melhore a qualidade dos serviços prestados. “As empresas não têm qualquer controle sobre o “custo Brasil”, mas podem investir na qualidade de entrega e ferramentas para competir com o comércio eletrônico fora do país. Por exemplo, o produto LedLog que possibilita o rastreamento do produto, desde a etapa de venda até a entrega na porta do consumidor. Com o acompanhamento do processo e a garantia de entrega à credibilidade dos sites de comércio eletrônico nacionais aumentam”, avalia Balbi.

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