Coisas que têm que saber sobre e-commerce que ninguém conta

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Coisas que têm que saber sobre e-commerce que ninguém conta. A atividade Digital no Brasil é relativamente nova, e ainda é um buraco negro de normas, regras e leis. O que é divulgado é que, com pouco dinheiro se consegue ter um negócio online e ficar rico; isso não é verdade. Como qualquer negócio, digital ou não, é preciso investir para ter a possibilidade de sucesso.

Em Abril a Revista Exame publicou a história da Netshoes contando a trajetória da Loja Virtual; é fácil notar que nem tudo foi festa, erros e acertos fazem parte de qualquer história de negócio e não foi diferente para a Netshoes!

Existem pontos muito importante para quem vai começar uma atividade de venda online, elencamos 10, que em 2013 devem fazer parte da estratégia de qualquer empreendedor digital:

1 – MAGENTO não é Gratis! é Open Source

Existe uma grande confusão no Brasil sobre o Magento. O Magento é um sistema open-source de e-commerce, que está se tornando cada vez mais popular por sua incrível lista de características, porém é preciso lembrar que é um produto feito para o mercado internacional, que não entende nossos impostos e características regionais. Você consegue ‘baixar” o software e usar, mas terá que ter um desenvolvedor, um hosting, um designer e um administrador, pois pela complexidade da ferramenta será necessário ter esses profissionais para colocar o projeto “em pé” não esquecendo da infraestrutura para fazer uma loja Magento funcionar bem; com servidores Windows e Linux.

As agencias de marketing têm se especializado em fazer o Design das Lojas, porém observe bem os contratos, certifique-se sobre as formas de pagamento oferecidas ( normalmente apenas PagSeguro ), nota fiscal eletrônica, controle de estoques, softwares de fraude, etc, normalmente esses são “módulos” que tem que adquiridos, e cada um tem o seu preço!

Uma loja customizada Magento, com design de agencia e com método de Pagamento PagSeguro, sem nota fiscal eletrônica integrada, sem controle de estoques integrado, sem software de fraude integrado têm preço médio em São Paulo de R$ 9.000,00 a R$ 22.000,00

Você mesmo pretende fazer a instalação e integrar? Terá que estudar bastante! não é impossível mas levará algum tempo, e você se desviará da sua posição de Lojista Digital para a de Desenvolvedor de Loja Virtual.

2- Existem apenas 8 profissionais certificados em Magento no Brasil

A Magento não tem escritório no Brasil, tão pouco cursos oficiais, as pessoas que trabalham com Magento, em sua grande maioria, aprendeu com documentação produzida pelos próprios desenvolvedores, e nos Fóruns: o grande aliado de quem implementa uma loja Magento.

A certificação é cara e pelo que dizem difícil, a começar pelo idioma, toda documentação do treinamento e da prova é em Inglês. Um Curso Magento feito online tem o custo por módulo de US$ 800,00 até US$ 1.950,00, dependendo do módulo escolhido. Isso explica em parte os poucos profissionais certificados no Brasil.

Isso traz muito amadorismo para o mercado, e para quem é da área a palavra RETRABALHO é constante quando se fala em lojas virtuais Magento.

3 – Sim, loja virtual – apesar de virtual – precisa de endereço, telefone e CNPJ

Isso já era uma diretriz, e virou lei em 2013.

A partir de 14 de maio, entra em vigor o decreto nº 7.962, que faz parte do Plano Nacional de Consumo e Cidadania e foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff, entre varias novas regras para o comércio eletrônico o decreto diz que todo Loja Virtual tem que divulgar em seu endereço digital seu Endereço Físico, Telefone e CNPJ.

4 – Para usar um Gateway de Pagamento ( Pagseguro, Pagamento digital, Moip, etc…) é preciso pagar!

Isso é sempre uma surpresa para os empreendedores iniciantes – para oferecer pagamento em Loja Virtual é preciso pagar por isso!

A análise de custo pelas transações financeiras da Loja Virtual tem que estar mandatoriamente no Planejamento Financeiro, faz parte inclusive da composição do preço público. Estratégias de parcelamento são muito importantes para alavancar vendas, porém analise e compare os custos para oferecer esse parcelamento.

Para oferecer por exemplo parcelamento em até 12 vezes no Cartão, os Gateways Brasileiros cobram percentuais entre 18% e 21% do valor da transação!

Então, qual a vantagem em se operar com um Gateway?

a) Segurança, os gateways já tem incluso em seus serviços o controle de fraude.
b) O Brasileiro se sente seguro quando há a presença de um Gateway, porque ele oferece aos usuários ressarcimento se houver algum problema com a entrega e também segurança, pois o nome e o numero do Cartão de Crédito esta protegido por ferramentas modernas de criptografia.

5 – Softwares anti Fraude “Barram” em média 25% das vendas

Isso é bom e ruim. Os Softwares de Fraude tem como sua taxa de sucesso o numero de suspeitas de fraudes detectadas. Em períodos de grande vendas online como – Dia das Mães, Dia das Crianças, Natal, etc… o volume de vendas barradas por suspeita de Fraude chega a 25% .

Para o empreendedor virtual que precisa vender, esse numero é alto! Se por um lado garante que empreendedor não terá dores de cabeça com cartões clonados, roubados, etc, barrar uma venda por SUSPEITA de fraude pode trazer prejuízos e o descontentamento de um cliente que queira realmente adquirir o produto.

Os softwares de fraude trabalham com “templates” e não poderia ser diferente, porém isso pode ser um problema para pequenos empreendedores. Por exemplo, alguns softwares antifraude barram IP´s suspeitos de fraude; se em um edifício onde a internet é compartilhada houver um fraudador, é quase certo que outros compradores sejam barrados por suspeita de fraude.

Quando o empreendedor percebe esse ‘buraco” no seu faturamento é preciso criar processos para a “Recuperação da Venda”, enviando e-mails para a pessoa perguntando se ela tem outro cartão ou se deseja pagar de outra forma; isso é custo! e deve ser incorporado ao “Planejamento Financeiro”

6 – A produção das fotos para uma loja virtual ( profissional ) custam em média R$ 24,00

Quer vender online? é preciso encantar o comprador, e enquanto não é possível passar através da internet uma “sensação” de toque, precisamos pensar em formas de promover a “experiência do toque” e como se faz isso? com fotos de produto sensacionais e profissionais. Em alguns casos o fornecedor envia essas fotos, se isso acontecer é preciso garantir que essa foto tenha qualidade. Senão é preciso produzir! o custo de um fotografo em São Paulo é de R$ 12,00 por click ( em média ), você precisará de um estúdio esse tem custo médio em SP de R$ 120,00 por hora ou R$ 7,00 por produto. Depois de tudo isso será necessário um designer para tratar a foto, o preço médio é R$ 5,00 por imagem – se cada produto tem pelo menos 3 fotos já faça as contas do seu investimento!

A grande onda do momento são as fotos em 360 graus, nela é possível que o comprador manipule o ângulo que quer ver  “girando” o produto 360 graus no eixo. Sendo “apenas uma” imagem os custos caem um pouco.

7 – Google Adwords é coisa de profissional

Não é incomum ouvir historias de gente que fez sua própria campanha e viu R$ 5.000,00 ir embora sem ao menos 1 venda na loja virtual.

Apesar de parecer simples, as campanhas de Adwords e também mídia digital ( facebook, email marketing, blog , etc… ) deve ser feita por profissionais para que investimentos pequenos ou grandes possam dar resultados SEMPRE!

Não tente fazer sozinho. Consulte sempre um profissional na área.

8 – Para vender para alguns estados do Nordeste você terá que pagar ICMS 2 vezes

Parece inconstitucional, e é, mas é isso mesmo. Em vigor de 01 de abril de 2011 o protocolo 21 diz que, em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) por 19 estados (Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia e Sergipe, Mato Grosso do Sul e Tocantins) além do Distrito Federal e permite que produtos enviados por outros estados a qualquer um dos 20 signatários, estejam sujeitos à cobrança do ICMS também no destino, resultando em dupla tributação.

De um forma simples tudo isso quer dizer que: A constituição diz que o ICMS é recolhido no Estado de Origem, os 20 (vinte) Estados mencionados não reconhecem parte do ICMS recolhido em São Paulo então é preciso pagar novamente.

9 – Um projeto de e-Commerce assim como uma loja física média, tem investimento médio de R$ 180.000,00

É incrível como ainda vemos pessoas divulgando que não é preciso investir nada para ter sucesso online. Todo empreendimento precisa de investimento, seja ele online ou não. Algumas lojas virtuais chegam a investir entre, produtos, infraestrutura, divulgação e publicidade, envios e etc. media de R$ 180.000,00.

Comparativo Loja Física e Loja Virtual

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10 – Você vai trabalhar muito!

É uma reclamação recorrente – quem tem negócio online não para nunca!

No começo, em um negocio pequeno pode ser que o empreendedor consiga administrar sua loja virtual no final do dia, após o seu trabalho, mas o sinal do sucesso será quando isso não for mais possível. Loja Virtual não fecha nunca! E é por isso que ficar atento o tempo todo é parte da rotina, dependendo inclusive do produto, por exemplo:

SexShops começam a vender após o horário comercial, isso é fácil de entender! Os compradores não conseguem acessar o conteúdo das lojas virtuais quando estão no trabalho, mas um comportamento novo tem levado negócios digitais do mercado de brinquedos para adultos a trabalharem com sua equipe e atenção total também nos períodos da tarde! Os relatórios mostram que é o horário que as mulheres que não trabalham  (donas de casa) acessam os conteúdos “proibidos” !

Fonte: Ecommerce Girl

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