Vício em smartphones vai quebrar restaurantes?

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O texto não é assinado, não cita fontes e tem toda a pinta de ser mais um daqueles virais apócrifos criados só para gerar curtidas e compartilhamentos. Mesmo assim, mesmo considerando que seja totalmente falso, ele abre uma discussão interessante: como o vício cada vez maior das sociedades contemporâneas em smartphones impacta os restaurantes e outros negócios do segmento?

De acordo com este texto que tem circulado na web, um restaurante de Nova York fez uma comparação entre imagens de suas câmeras de segurança de hoje e de 10 anos atrás. As constatações teriam sido:

2004

Clientes entram
Eles se sentam e recebem cardápios
Demoram cerca de 8 minutos para pedir
O garçom está de prontidão para anotar o pedido; Clientes fazem o pedido.
A comida começa a chegar em cerca de 6 minutos. É claro que os itens mais complexos demoram mais.
2 dos 45 clientes mandam a comida de volta
Depois que eles terminam de comer, a conta chega e em 5 minutos eles saem
Tempo médio dos clientes no restaurante: 1:05

2014

Clientes entram
Eles se sentam e recebem cardápios. 18 dos 45 clientes pedem para mudar de lugar.
Antes de sequer abrir o cardápio, a maioria tira os smartphones dos bolsos. Alguns tiram fotos, outros simplesmente mexem no celular
7 dos 45 clientes pedem para o garçom vir até a mesa e mostram algo no celular — o que dura cerca de 5 minutos. Depois, foi descoberto que
os clientes estavam pedindo ajuda com algo relacionado a conexão Wi-Fi
Os garçons perguntam sobre o pedido do cliente. Como grande parte dos frequentadores ainda não abriu o cardápio, eles pedem para os
garçons esperarem um pouco.
O cliente abre o cardápio, mas continua mexendo no celular. Mais uma vez, o garçom pergunta sobre o pedido e, novamente, os fregueses pedem para eles esperarem
Finalmente, eles estão prontos para pedir. O tempo médio de demora entre o cliente sentar e pedir é de 21 minutos
A comida começa a chegar em cerca de 6 minutos. É claro que os itens mais complexos demoram mais.
26 dos 45 clientes passam cerca de 3 minutos tirando fotos da comida
14 dos 45 clientes tiram fotos enquanto comem ou com a comida na frente. Isso demora cerca de 4 minutos, já que eles tem que analisar as fotos.
9 dos 45 clientes mandam a comida de volta para esquentar. É óbvio que a comida não ia esfriar caso eles não mexessem no celular.
27 dos 45 clientes pediram para os garçons tirarem fotos do grupo de amigos. 14 desses pedem para o garçom tirar novamente a foto. Esse processo demora cerca de 5 minutos e o garçom perde tempo, já que poderia atender outras mesas
Já que na maioria das vezes os clientes estão ocupados com o celular, eles demoram 20 minutos a mais para terminar de comer do que 10 anos atrás. Ao pedir a conta, eles demoram 15 minutos a mais do que em 2004 para finalmente pagar e sair.
Tempo médio dos clientes no restaurante: 1:55
A conclusão a que o texto chega é de que, com clientes cada vez mais vidrados em telas de smartphones, os restaurantes precisam dedicar mais tempo para vender uma mesma quantidade de produtos. Ou seja: vendem menos. Assim, o vício em smartphones estaria atrapalhando os negócios de restaurantes, cafés, lanchonetes e afins. Será?

A resposta está no empreendedor. Vai depender dele encontrar – ou não – saídas no aparente “problema”. Digamos que o texto seja verídico e o experimento represente a realidade dos restaurantes mundo afora. Será mesmo que o tempo maior que o cliente passa no restaurante pode ser enxergado como algo negativo? Por que não aproveitar esse tempo de forma positiva? Se ele está conectado, por que não aproveitar para gerar mídia espontânea positiva nas redes sociais o tempo todo?

Enfim: empreender é, antes de tudo, encontrar soluções para problemas. Quem acha que clientes conectados são ameaças precisa procurar outra coisa para fazer.

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