O consumidor ficou mais forte com a internet

O consumidor ficou mais forte com a internet segundo diretor do Google. Em painel sobre o assunto em SP, Marcel Leonardi e outros especialistas destacaram o maior poder do consumidor nos dias de hoje com as ferramentas online.

O consumidor nunca esteve tão forte quanto hoje com as diversas possibilidades de fazer reclamações e denúncias pela Internet, afirmou o Diretor de Políticas Públicas do Google, Marcelo Leonardi, em painel sobre a defesa do consumidor na era digital, realizado nesta terça-feira, 28/4, em SP, no evento A Era do Diálogo.

“Falando em opções fora da Justiça, antes era preciso se associar ao IDEC ou torcer para sua reclamação sair no jornal impresso para conseguir a atenção das empresas. Hoje o consumidor tem diversas vias: redes sociais, sites específicos, vídeos. Muitas vezes ele resolve o problema e ainda chama atenção para essa questão, algo que talvez não conseguisse com a resolução pela Justiça.”

O painel, que reuniu outros especialistas na área, também discutiu a privacidade na era digital, seja na hora do consumidor usar um serviço, baixar um aplicativo ou fazer uma compra online.

Para o diretor-presidente do NIC.BR, Demi Getschko, a privacidade precisa ser definida dentro de cada contexto, pensamento que foi ecoado por outro participantes da discussão.

“A venda de dados é feita há muito tempo, desde antes da Internet. Antes existia o marketing por telefone. Mas é claro que a vida digital aprofunda questões com as quais o mercado já se defrontava”, afirma o professor do Insper, Fernando Schüler, que destaca o poder do consumidor atualmente.

O envio de e-mails spam também foi discutido pelos participantes do debate. Para Demi, quem deve decidir o que é bom ou não é o consumidor, em vez do provedor bloquear esse conteúdo.

“Se dissermos que o spam é ilegal como um todo no país, como você vai impedir que um chinês me envie isso, por exemplo?”, questiona o especialistas.

Outro ponto discutido foi o conteúdo desses e-mails de spam. O mediador do debate, o advogado especializado em direito digital e Presidente do Conselho de TI da Fecomercio, Renato Opice Blum, aponta que existem usuários que gostam de receber spam, desde que as mensagens sejam direcionadas às suas preferências.